Hoje apeteceu-me escrever.
Não me lembrei disto por mero acaso, definitivamente teria um propósito, mas afinal o que interessa é o escrever.
Hoje pensei que tinha medo, mas um tipo de medo que me assolou por completo.
Um medo que leva qualquer um de nós a sentir momentos aterrorizadores, o medo de morrer.
Todos nós vivemos incertezas, acasos vivenciais, emoções, sentimentos, mas o que me põs a pensar era:
além de tudo isto, fruto da nossa existência, será que algum dia poderemos viver realmente?
Não me refiro à vida em si, no sentido existencial, mas sim no sentido lato da palavra "viver". Se desde cedo nos preocupamos com tudo o que nos rodeia, quanto tempo nos resta para pensar em viver?
Posso deixar aqui esta questão exposta, apesar de saber que todas as respostas dadas nunca poderão acertar naquilo que penso de momento.
Quanto mais tempo vivemos mais tempo queremos viver? Mas afinal de contas para que serve essa mesma vida, se (muito) provavelmente nunca poderemos usufruir dela? Será um desperdicio? Um avanço?
Apenas me resta poder fechar os olhos e pensar:
"Vivo, estou vivo."
"Legião de falhados"