- Amanha é outro dia.
Criei tanto e destruí com rapidez
De tanto esperar
Pereci em ti.
Perdi.
Amanha é outro dia.
Sim, amanha sou outro.
Sunday, September 18, 2005
Saturday, September 17, 2005
Sunday, September 11, 2005
-Se do real
Se trata,
De um tal autoconhecimento
Se pretende encontrar
Uma origem
Uma base fundamental
Uma luz que faz
Sair destas trevas
Uma pura gota
De um puro saber, de gerações
De outrora encantadas
Que vagueias agora?
Pára. Não procures
Ou penses que encontraste
Concebe a ideia e aí
Verás que se trata
De um poema.
Se trata,
De um tal autoconhecimento
Se pretende encontrar
Uma origem
Uma base fundamental
Uma luz que faz
Sair destas trevas
Uma pura gota
De um puro saber, de gerações
De outrora encantadas
Que vagueias agora?
Pára. Não procures
Ou penses que encontraste
Concebe a ideia e aí
Verás que se trata
De um poema.
-Talvez eu te possa trazer
Algo que nós desconheçamos.
Algo que possa indicar-nos
Algum rumo.
Como é que lhe chamam?
Eu ouvi amor,
Ouvi compaixão,
Ouvi felicidade.
Será que é verdade?
Reflectindo…
Talvez afinal não te possa
Dar a conhecer os verdadeiros passos…
Mas posso tentar caminhar a teu lado.
Afinal o caminho é longo
E caminhar a teu lado
Faz-me perceber que gosto de ti.
Algo que nós desconheçamos.
Algo que possa indicar-nos
Algum rumo.
Como é que lhe chamam?
Eu ouvi amor,
Ouvi compaixão,
Ouvi felicidade.
Será que é verdade?
Reflectindo…
Talvez afinal não te possa
Dar a conhecer os verdadeiros passos…
Mas posso tentar caminhar a teu lado.
Afinal o caminho é longo
E caminhar a teu lado
Faz-me perceber que gosto de ti.
-Como é a dor
De um poeta conspurcado,
Que talvez deveria ser abordado
De uma maneira cruel,
Quase que como de desprezo?
Como é a dor de sentir que realmente,
Se sente que tudo pode fazer sentido,
Como é a dor de despertar?
Assim apenas me resta esperar
Que essa dor,
Se instale lentamente,
E por inteiro me consuma.
De um poeta conspurcado,
Que talvez deveria ser abordado
De uma maneira cruel,
Quase que como de desprezo?
Como é a dor de sentir que realmente,
Se sente que tudo pode fazer sentido,
Como é a dor de despertar?
Assim apenas me resta esperar
Que essa dor,
Se instale lentamente,
E por inteiro me consuma.
-Tu não percebes
Ou então não queres perceber.
Falo de sentimentos inquietantes,
Que atingem tão gravemente
Como um punho de aço,
Parece-te que nem são.
Por mim…
Enervante.
Nem sabe a magia,
Nem a plenitude,
Nem a sonhos.
São-te indiferentes não são?
Não.
Pois se fossem…
Tu não eras.
E por isso…
Eu também não.
Impossível.
Ou então não queres perceber.
Falo de sentimentos inquietantes,
Que atingem tão gravemente
Como um punho de aço,
Parece-te que nem são.
Por mim…
Enervante.
Nem sabe a magia,
Nem a plenitude,
Nem a sonhos.
São-te indiferentes não são?
Não.
Pois se fossem…
Tu não eras.
E por isso…
Eu também não.
Impossível.
-A vaguear por qualquer lado
Sem ter a preocupação
De saber se é tarde, nenhuma preocupação.
Olhar para a rua
Para a estrada e equacioná-las…
Impossível.
Dormência.
Não-desejo.
Chegando a atingir este estado…
Demasiado não-nada para perceber que tudo
Perde o controlo e se torna deplorável.
Agora o dever de despertar torna-se demasiado sério e complicado.
Sem ter a preocupação
De saber se é tarde, nenhuma preocupação.
Olhar para a rua
Para a estrada e equacioná-las…
Impossível.
Dormência.
Não-desejo.
Chegando a atingir este estado…
Demasiado não-nada para perceber que tudo
Perde o controlo e se torna deplorável.
Agora o dever de despertar torna-se demasiado sério e complicado.
-Seguir e procurar
Aquilo que realmente faz sentido.
Embrenhar-se completamente no desconhecido
Até se encontrar envolto
Em memórias
Memórias há muito esquecidas ou por esquecer
Acções de outrora, acções de agora,
Acções que serão.
Acções em que controversamente o futuro
Não existe, nem pode existir
Futuro que o crias.
E no final,
De encontro ao presente
Ao passado
Ao futuro
Seguir e procurar.
Aquilo que realmente faz sentido.
Embrenhar-se completamente no desconhecido
Até se encontrar envolto
Em memórias
Memórias há muito esquecidas ou por esquecer
Acções de outrora, acções de agora,
Acções que serão.
Acções em que controversamente o futuro
Não existe, nem pode existir
Futuro que o crias.
E no final,
De encontro ao presente
Ao passado
Ao futuro
Seguir e procurar.
-Todos os momentos
Em todas as alturas
Observei o céu.
Encontrei as aves
As nuvens, o sol
Mas entre todos estes seres do firmamento
Algo não pude encontrar…
O mar, a terra, a lua.
Se no céu procurei
Apesar de tudo, nunca te encontrei
Pois tu
Mar perdeste-te no fundo
Terra deixaste-te secar
E lua deixaste de sonhar.
Perdeste-te em tudo e em nada te deixaste encontrar.
Em todas as alturas
Observei o céu.
Encontrei as aves
As nuvens, o sol
Mas entre todos estes seres do firmamento
Algo não pude encontrar…
O mar, a terra, a lua.
Se no céu procurei
Apesar de tudo, nunca te encontrei
Pois tu
Mar perdeste-te no fundo
Terra deixaste-te secar
E lua deixaste de sonhar.
Perdeste-te em tudo e em nada te deixaste encontrar.
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