- Pela primeira não te parece
Que podemos voar?
Se não existisse o céu já nos tínhamos perdido
No teu espaço
No meu espaço
Em lado nenhum. Que te parece pássaro?
Ah, desculpa. Cortaram-te as asas. Mas sonhas?
Sonha que ambos voamos. Não te preocupes, shiu.
Eu não acordo. Afinal voar é liberdade.
E eu quero ser livre.
Saturday, December 10, 2005
Friday, December 02, 2005
Loucura
- Loucos brincam esta noite
E tu desejarias
Mais do que nunca
Poder ser livre e brincar
Mas nunca o poderás ser
E saturada de tudo
Absentes-te e murmuras:
“Quero um dia
Poder ser louca.”
E tu desejarias
Mais do que nunca
Poder ser livre e brincar
Mas nunca o poderás ser
E saturada de tudo
Absentes-te e murmuras:
“Quero um dia
Poder ser louca.”
Sunday, October 23, 2005
Por ti
A última vez que levantamos voo
Parece que nos cortaram as asas
Nunca pude levantar questoes
E o meu corpo começou a definhar
O meu espirito
O meu sentir.Dormente
Por favor não me deixes morrer.
Dá-me apenas um beijo.
Parece que nos cortaram as asas
Nunca pude levantar questoes
E o meu corpo começou a definhar
O meu espirito
O meu sentir.Dormente
Por favor não me deixes morrer.
Dá-me apenas um beijo.
Monday, October 10, 2005
Sunday, September 18, 2005
Saturday, September 17, 2005
Sunday, September 11, 2005
-Se do real
Se trata,
De um tal autoconhecimento
Se pretende encontrar
Uma origem
Uma base fundamental
Uma luz que faz
Sair destas trevas
Uma pura gota
De um puro saber, de gerações
De outrora encantadas
Que vagueias agora?
Pára. Não procures
Ou penses que encontraste
Concebe a ideia e aí
Verás que se trata
De um poema.
Se trata,
De um tal autoconhecimento
Se pretende encontrar
Uma origem
Uma base fundamental
Uma luz que faz
Sair destas trevas
Uma pura gota
De um puro saber, de gerações
De outrora encantadas
Que vagueias agora?
Pára. Não procures
Ou penses que encontraste
Concebe a ideia e aí
Verás que se trata
De um poema.
-Talvez eu te possa trazer
Algo que nós desconheçamos.
Algo que possa indicar-nos
Algum rumo.
Como é que lhe chamam?
Eu ouvi amor,
Ouvi compaixão,
Ouvi felicidade.
Será que é verdade?
Reflectindo…
Talvez afinal não te possa
Dar a conhecer os verdadeiros passos…
Mas posso tentar caminhar a teu lado.
Afinal o caminho é longo
E caminhar a teu lado
Faz-me perceber que gosto de ti.
Algo que nós desconheçamos.
Algo que possa indicar-nos
Algum rumo.
Como é que lhe chamam?
Eu ouvi amor,
Ouvi compaixão,
Ouvi felicidade.
Será que é verdade?
Reflectindo…
Talvez afinal não te possa
Dar a conhecer os verdadeiros passos…
Mas posso tentar caminhar a teu lado.
Afinal o caminho é longo
E caminhar a teu lado
Faz-me perceber que gosto de ti.
-Como é a dor
De um poeta conspurcado,
Que talvez deveria ser abordado
De uma maneira cruel,
Quase que como de desprezo?
Como é a dor de sentir que realmente,
Se sente que tudo pode fazer sentido,
Como é a dor de despertar?
Assim apenas me resta esperar
Que essa dor,
Se instale lentamente,
E por inteiro me consuma.
De um poeta conspurcado,
Que talvez deveria ser abordado
De uma maneira cruel,
Quase que como de desprezo?
Como é a dor de sentir que realmente,
Se sente que tudo pode fazer sentido,
Como é a dor de despertar?
Assim apenas me resta esperar
Que essa dor,
Se instale lentamente,
E por inteiro me consuma.
-Tu não percebes
Ou então não queres perceber.
Falo de sentimentos inquietantes,
Que atingem tão gravemente
Como um punho de aço,
Parece-te que nem são.
Por mim…
Enervante.
Nem sabe a magia,
Nem a plenitude,
Nem a sonhos.
São-te indiferentes não são?
Não.
Pois se fossem…
Tu não eras.
E por isso…
Eu também não.
Impossível.
Ou então não queres perceber.
Falo de sentimentos inquietantes,
Que atingem tão gravemente
Como um punho de aço,
Parece-te que nem são.
Por mim…
Enervante.
Nem sabe a magia,
Nem a plenitude,
Nem a sonhos.
São-te indiferentes não são?
Não.
Pois se fossem…
Tu não eras.
E por isso…
Eu também não.
Impossível.
-A vaguear por qualquer lado
Sem ter a preocupação
De saber se é tarde, nenhuma preocupação.
Olhar para a rua
Para a estrada e equacioná-las…
Impossível.
Dormência.
Não-desejo.
Chegando a atingir este estado…
Demasiado não-nada para perceber que tudo
Perde o controlo e se torna deplorável.
Agora o dever de despertar torna-se demasiado sério e complicado.
Sem ter a preocupação
De saber se é tarde, nenhuma preocupação.
Olhar para a rua
Para a estrada e equacioná-las…
Impossível.
Dormência.
Não-desejo.
Chegando a atingir este estado…
Demasiado não-nada para perceber que tudo
Perde o controlo e se torna deplorável.
Agora o dever de despertar torna-se demasiado sério e complicado.
-Seguir e procurar
Aquilo que realmente faz sentido.
Embrenhar-se completamente no desconhecido
Até se encontrar envolto
Em memórias
Memórias há muito esquecidas ou por esquecer
Acções de outrora, acções de agora,
Acções que serão.
Acções em que controversamente o futuro
Não existe, nem pode existir
Futuro que o crias.
E no final,
De encontro ao presente
Ao passado
Ao futuro
Seguir e procurar.
Aquilo que realmente faz sentido.
Embrenhar-se completamente no desconhecido
Até se encontrar envolto
Em memórias
Memórias há muito esquecidas ou por esquecer
Acções de outrora, acções de agora,
Acções que serão.
Acções em que controversamente o futuro
Não existe, nem pode existir
Futuro que o crias.
E no final,
De encontro ao presente
Ao passado
Ao futuro
Seguir e procurar.
-Todos os momentos
Em todas as alturas
Observei o céu.
Encontrei as aves
As nuvens, o sol
Mas entre todos estes seres do firmamento
Algo não pude encontrar…
O mar, a terra, a lua.
Se no céu procurei
Apesar de tudo, nunca te encontrei
Pois tu
Mar perdeste-te no fundo
Terra deixaste-te secar
E lua deixaste de sonhar.
Perdeste-te em tudo e em nada te deixaste encontrar.
Em todas as alturas
Observei o céu.
Encontrei as aves
As nuvens, o sol
Mas entre todos estes seres do firmamento
Algo não pude encontrar…
O mar, a terra, a lua.
Se no céu procurei
Apesar de tudo, nunca te encontrei
Pois tu
Mar perdeste-te no fundo
Terra deixaste-te secar
E lua deixaste de sonhar.
Perdeste-te em tudo e em nada te deixaste encontrar.
Monday, July 11, 2005
Monday, July 04, 2005
Suspensas no tempo,
Como imagens pictóricas
Demasiado limitadas
Para me conseguir recordar de algo…
Tu recordas?
Eu revejo, revejo, revejo…
Em vão por vezes consigo perceber que apenas se passavam na minha cabeça
Tão reais…
Tão significativas…
A inocência morreu, o olhar mudou, nada é o mesmo
Dormente espero um dia poder compreender uma única coisa que seja.
Como imagens pictóricas
Demasiado limitadas
Para me conseguir recordar de algo…
Tu recordas?
Eu revejo, revejo, revejo…
Em vão por vezes consigo perceber que apenas se passavam na minha cabeça
Tão reais…
Tão significativas…
A inocência morreu, o olhar mudou, nada é o mesmo
Dormente espero um dia poder compreender uma única coisa que seja.
Se tentar olhar
E conseguir perceber
Majestosas formas elaboram
Um tão suave conjunto curvilíneo
Tão perfeito que me espanta
E por isso me transtorna.
E por pouco não me fere.
Tento delicadamente acolher
Este ser que é puro,
Simples e delicado.
E ao tocar-te arrependo-me,
Pois agora apercebo-me de mim,
E lentamente deixo-me desvanecer e largo-te.
Lamento.
E conseguir perceber
Majestosas formas elaboram
Um tão suave conjunto curvilíneo
Tão perfeito que me espanta
E por isso me transtorna.
E por pouco não me fere.
Tento delicadamente acolher
Este ser que é puro,
Simples e delicado.
E ao tocar-te arrependo-me,
Pois agora apercebo-me de mim,
E lentamente deixo-me desvanecer e largo-te.
Lamento.
-Num mar vasto,
Onde poucas ondas passam
Um pequeno barco vagueia
Sem qualquer destino
Em meus seixos,
De águas banhadas,
Rumamos perdidos,
Somos os verdadeiros descobridores.
Além-terra, além-mar
Ondulam as ideias.
Sentimentos que vão ao fundo,
Estamos rumando às coisas alheias.
Mas tudo pode um dia
Fazer todo o sentido
Toda esta viagem,
Minha e tua,
Rumo a coisas que desconhecíamos,
Mas que hoje percebemos.
Tudo agora faz sentido
Mesmo quando as ondas param
Mesmo quando as árvores deixam de abanar.
Esta ideia,
Este mar de ideias e sentimentos
É nosso e apenas nosso.
Não o partilhamos com ninguém
Porque agora tudo faz mais sentido.
Partimos, partimos
Remamos e vagueamos,
Indiferentes a toda uma realidade cansada.
“Sou uma falésia,
As águas batem e passam.”______________Diogo Fontes
“Luto com todas as minhas forças por aquilo em que acredito.
Aquilo que sinto fica para sempre.”_____________________________João Canelo
Onde poucas ondas passam
Um pequeno barco vagueia
Sem qualquer destino
Em meus seixos,
De águas banhadas,
Rumamos perdidos,
Somos os verdadeiros descobridores.
Além-terra, além-mar
Ondulam as ideias.
Sentimentos que vão ao fundo,
Estamos rumando às coisas alheias.
Mas tudo pode um dia
Fazer todo o sentido
Toda esta viagem,
Minha e tua,
Rumo a coisas que desconhecíamos,
Mas que hoje percebemos.
Tudo agora faz sentido
Mesmo quando as ondas param
Mesmo quando as árvores deixam de abanar.
Esta ideia,
Este mar de ideias e sentimentos
É nosso e apenas nosso.
Não o partilhamos com ninguém
Porque agora tudo faz mais sentido.
Partimos, partimos
Remamos e vagueamos,
Indiferentes a toda uma realidade cansada.
“Sou uma falésia,
As águas batem e passam.”______________Diogo Fontes
“Luto com todas as minhas forças por aquilo em que acredito.
Aquilo que sinto fica para sempre.”_____________________________João Canelo
Wednesday, June 15, 2005
Fermenta o sangue nas veias ácido e quente,
Rompendo com os doces olhares distantes.
Há o curvilíneo dos corpos que impera fermente,
Tortura no desejo para os sentidos anelantes.
Debate-se a alma leda num êxtase de opiário,
Combatendo a adrenalina da sinestesia.
Lança-se o corpo num acelerado compasso ternário,
Tacteando lento cada canto da anatomia.
Possuídos da embriaguez, torturados,
Dilacera a alma num único verso de tentação,
Percorre acorrentada, todos os sete pecados.
Chegando-se a tocar numa onírica ilusão,
O pensamento revela-se no rosto em cristal
Cegando o desejo perdido na noite triunfal.
Rompendo com os doces olhares distantes.
Há o curvilíneo dos corpos que impera fermente,
Tortura no desejo para os sentidos anelantes.
Debate-se a alma leda num êxtase de opiário,
Combatendo a adrenalina da sinestesia.
Lança-se o corpo num acelerado compasso ternário,
Tacteando lento cada canto da anatomia.
Possuídos da embriaguez, torturados,
Dilacera a alma num único verso de tentação,
Percorre acorrentada, todos os sete pecados.
Chegando-se a tocar numa onírica ilusão,
O pensamento revela-se no rosto em cristal
Cegando o desejo perdido na noite triunfal.
Talvez se percam algumas das memórias. Nem tudo se recorda alegremente ou então tenta-se esquecer.
Quando escrevo isto em alguns dos meus pseudo poemas, provavelmente penso numa atitude egocêntrica. Porém é natural.
Desde nascer até à minha morte pelo menos quero fazer aquilo que aprecio.
Tendências, desejos, serão lineares quando se procura atingir o verdadeiro auge, sentir que o nosso caminho foi percorrido com sucesso, sem atropelos. Aquilo que conto receber são apenas críticas (boas espero) e opiniões.
O que procuro: agradar-me. O que encontro: pessoas que me agradam – para essas vão as minhas desculpas pois poderei ter feito algo que as desagrada-se e os meus agradecimentos por pelo menos lerem com interesse o que escrevo.
Assim espero que com interesse, eu, continue assim.
As pessoas a que pretendo agradecer são simplesmente:
João Canelo, o irmão que encontrei, discreto e inteligente.
Ana Seara, por conseguir algo que sempre me ultrapassou.
Ricardo Dias, por uma simplicidade e alegria inimagináveis.
David Gigante, um homem que se perdeu no futuro.
Marcos Silva, pela sua maneira de ser.
A minha irmã e mãe por serem sempre os meus ícones de mulher, uma mulher trabalhadora e justa. O meu irmão que está guardado no meu coração. O meu cunhado, a quem eu observo atentamente para aprender.
Por tudo, obrigado.
Quando escrevo isto em alguns dos meus pseudo poemas, provavelmente penso numa atitude egocêntrica. Porém é natural.
Desde nascer até à minha morte pelo menos quero fazer aquilo que aprecio.
Tendências, desejos, serão lineares quando se procura atingir o verdadeiro auge, sentir que o nosso caminho foi percorrido com sucesso, sem atropelos. Aquilo que conto receber são apenas críticas (boas espero) e opiniões.
O que procuro: agradar-me. O que encontro: pessoas que me agradam – para essas vão as minhas desculpas pois poderei ter feito algo que as desagrada-se e os meus agradecimentos por pelo menos lerem com interesse o que escrevo.
Assim espero que com interesse, eu, continue assim.
As pessoas a que pretendo agradecer são simplesmente:
João Canelo, o irmão que encontrei, discreto e inteligente.
Ana Seara, por conseguir algo que sempre me ultrapassou.
Ricardo Dias, por uma simplicidade e alegria inimagináveis.
David Gigante, um homem que se perdeu no futuro.
Marcos Silva, pela sua maneira de ser.
A minha irmã e mãe por serem sempre os meus ícones de mulher, uma mulher trabalhadora e justa. O meu irmão que está guardado no meu coração. O meu cunhado, a quem eu observo atentamente para aprender.
Por tudo, obrigado.
Ser poeta
É ser vago,
É rejeitar todos os pensamentos
Todas as metafísicas.
Ser poeta é sentir o contacto imediato do sol.
É apenas sentir solenemente o amanhecer.
È sentir que tudo-nada tem sentido.
“Se cada um se fiasse no caminho que nos aconselham nada de mais se fazia, pois que eles, os outros, só sabem indicar-nos as suas próprias pisadas”
É ser vago,
É rejeitar todos os pensamentos
Todas as metafísicas.
Ser poeta é sentir o contacto imediato do sol.
É apenas sentir solenemente o amanhecer.
È sentir que tudo-nada tem sentido.
“Se cada um se fiasse no caminho que nos aconselham nada de mais se fazia, pois que eles, os outros, só sabem indicar-nos as suas próprias pisadas”
Sozinho sou um monstro descomunal,
Sem sentimentos.
Continuo a não sentir a minha face
As minhas mãos, a minha alma.
Todo o meu ser quer aclamar o rompimento
Com a realidade que me espera e me traga a mente.
Estou tão absorto que nada já me afecta.
Perdoem-me pois não sei o que digo. E se o sei não me importa.
Sem sentimentos.
Continuo a não sentir a minha face
As minhas mãos, a minha alma.
Todo o meu ser quer aclamar o rompimento
Com a realidade que me espera e me traga a mente.
Estou tão absorto que nada já me afecta.
Perdoem-me pois não sei o que digo. E se o sei não me importa.
Brutal é o nascimento,
A supremacia de um ser que existirá
Tão profundamente
Que ninguém o pode impedir.
Só tu. Só o turbilhão,
O remoinho o impede. Grito, rasgo, perco, contenho-me e…
Odeio-te tão fielmente como o dia em que te conheci…
Resta-me apenas ter a esperança que gostes de mim. E tu gostas. Eu sei.
(Em lembrança, para toda a eternidade, do amor inimaginável que por ti sinto, David.)
A supremacia de um ser que existirá
Tão profundamente
Que ninguém o pode impedir.
Só tu. Só o turbilhão,
O remoinho o impede. Grito, rasgo, perco, contenho-me e…
Odeio-te tão fielmente como o dia em que te conheci…
Resta-me apenas ter a esperança que gostes de mim. E tu gostas. Eu sei.
(Em lembrança, para toda a eternidade, do amor inimaginável que por ti sinto, David.)
És grandioso meu Portugal,
David entre Golias,
Governas daqui todo o teu reino,
Buscando de lés a lés novas fronteiras,
Novos conhecimentos.
Teu ribeirinho povo aqui aclama,
As conquistas de novos mundos
Esperando apenas que o futuro
Tal como no passado já fizeste
Conquistes com a tua impetuosa bravura.
Como és grande e te bradamos ó Portugal.
David entre Golias,
Governas daqui todo o teu reino,
Buscando de lés a lés novas fronteiras,
Novos conhecimentos.
Teu ribeirinho povo aqui aclama,
As conquistas de novos mundos
Esperando apenas que o futuro
Tal como no passado já fizeste
Conquistes com a tua impetuosa bravura.
Como és grande e te bradamos ó Portugal.
Saturday, June 04, 2005
Saturday, April 30, 2005
-Seguindo o sol
Encontro a terra,
E revivo tudo,
Por todo o lado.
Ao sabor do vento da montanha,
Relembro-te minha tão querida,
Como uma minha mãe,
Minha avó.
Eras tu e o ancião,
Quem me talham a memória,
Fresca como o campo que rodeava o teu humilde castelo.
Para sempre te lembrarei,
A trabalhar afincadamente,
Qual mulher que seus filhos ama.
E continuarás na minha memória,
Avó.
Encontro a terra,
E revivo tudo,
Por todo o lado.
Ao sabor do vento da montanha,
Relembro-te minha tão querida,
Como uma minha mãe,
Minha avó.
Eras tu e o ancião,
Quem me talham a memória,
Fresca como o campo que rodeava o teu humilde castelo.
Para sempre te lembrarei,
A trabalhar afincadamente,
Qual mulher que seus filhos ama.
E continuarás na minha memória,
Avó.
-Busco-te com a força de mil montanhas,
Percorrendo-te como um rio,
Que busca sem cessar a tua pureza.
És magnífica e tudo de ti brota.
És a terra e o mar e o ar que respiro,
O fogo que me incendeia e alma que me falta.
E és o anjo que me mata e fere.
És o meu caos que explode violentamente,
E me arranca as vísceras. Quero-te.
Desejo-te.
Mas perdoo-te.
Percorrendo-te como um rio,
Que busca sem cessar a tua pureza.
És magnífica e tudo de ti brota.
És a terra e o mar e o ar que respiro,
O fogo que me incendeia e alma que me falta.
E és o anjo que me mata e fere.
És o meu caos que explode violentamente,
E me arranca as vísceras. Quero-te.
Desejo-te.
Mas perdoo-te.
-Perdoa-me mãe,
Pois traí-te.
Traí-te porque já não sou aquilo que queres.
Trai-te pois já não sou o menino dos teus olhos,
A criança que tu alegremente levavas a passear.
Traí-te porque já não aceito as tuas ideias,
E rispidamente palavreio contigo…
Ainda lembro o teu retracto na mesinha.
Ainda recordo o cheiro das flores que recolhias.
E lembro tristemente.
Ainda ouço a tua voz suave,
O teu perfume,
A tua maneira de ser.
Oh perdoa-me a mim.
Que eu a mim já não consigo.
Pois traí-te.
Traí-te porque já não sou aquilo que queres.
Trai-te pois já não sou o menino dos teus olhos,
A criança que tu alegremente levavas a passear.
Traí-te porque já não aceito as tuas ideias,
E rispidamente palavreio contigo…
Ainda lembro o teu retracto na mesinha.
Ainda recordo o cheiro das flores que recolhias.
E lembro tristemente.
Ainda ouço a tua voz suave,
O teu perfume,
A tua maneira de ser.
Oh perdoa-me a mim.
Que eu a mim já não consigo.
Friday, April 15, 2005
Procuro!
Mais uma vez me encontro,
E pergunto o porquê de não conseguir encontrar
Algo interessante ao menos.
Perco-me....
E desejo solenemente que tu,
Encontres algo melhor.
Não aquele que escreve,
Não aquele que sente,
Mas sim, aquele que simplesmente...
Está.
Obrigado.
E pergunto o porquê de não conseguir encontrar
Algo interessante ao menos.
Perco-me....
E desejo solenemente que tu,
Encontres algo melhor.
Não aquele que escreve,
Não aquele que sente,
Mas sim, aquele que simplesmente...
Está.
Obrigado.
Sei que existes, ó anjo que me enlouqueces e me matas todos os dias...Oh por favor não apareças...
Escrevinhas a inteligência
E aprendes bem, o bom. Pareces distante,
E tomas conta que já não és a mesma,
Parecendo tão controlada, tão segura,
Tão certa. Descansas.
Acordas reparando na tua existência fenomenal, é impossível
A vida desistir de ti. Que se passou com o divino?
Porque abandonou a esperança da perfeição?
Tudo está mal, é o caos.
Estares a meus pés, e eu falando,
Não contigo, mas com a estupidez macabra do teu jazigo. Arrependo-me,
E esqueço-me que o teu olhar, a tua maneira de ser,
Apenas eu a sei.
Lembro-me e desejo-te doentiamente. Porquê?
E aprendes bem, o bom. Pareces distante,
E tomas conta que já não és a mesma,
Parecendo tão controlada, tão segura,
Tão certa. Descansas.
Acordas reparando na tua existência fenomenal, é impossível
A vida desistir de ti. Que se passou com o divino?
Porque abandonou a esperança da perfeição?
Tudo está mal, é o caos.
Estares a meus pés, e eu falando,
Não contigo, mas com a estupidez macabra do teu jazigo. Arrependo-me,
E esqueço-me que o teu olhar, a tua maneira de ser,
Apenas eu a sei.
Lembro-me e desejo-te doentiamente. Porquê?
Desabafo
A ciência das razões, quem as dita,
Quem sabe?
Não és tu melhor que eu, pois não?
E eu, que sei eu senão que sou.
Quem sabe?
Não és tu melhor que eu, pois não?
E eu, que sei eu senão que sou.
Perde-te em mim, ó perdição
Meu Deus! Que é daquilo lá
Que se perde no vagão dos tempos
Dos racionais e pensadores.
Onde estás tu minh’alma?
Para que caminhas?
Estou aqui…E reparo na tua ausência.
Serei apenas a velha carcaça velha e podre,
Má e imoral, perdida entre outros?
Morto sim, perdido não.
Que se perde no vagão dos tempos
Dos racionais e pensadores.
Onde estás tu minh’alma?
Para que caminhas?
Estou aqui…E reparo na tua ausência.
Serei apenas a velha carcaça velha e podre,
Má e imoral, perdida entre outros?
Morto sim, perdido não.
Não fosses tu o meu reflexo
Era eu o obsoleto
Um vazio de nada
Contido num ser,
Que de tudo existe e para tudo é.
O sol nascente de novos ideais
Relampeja qual trovão enraivecido.
E eu apavorado,
Consciencializo-me que partiste,
E por mais que tente…
Foges.
Apenas me resta o contentamento
De te pensar
De te sentir
De te lembrar
De te querer.
Nada do que quero já é
E acordo na plenitude de uma manhã,
Fresca, limpa e negra…na tua ausência.
De ti.
Era eu o obsoleto
Um vazio de nada
Contido num ser,
Que de tudo existe e para tudo é.
O sol nascente de novos ideais
Relampeja qual trovão enraivecido.
E eu apavorado,
Consciencializo-me que partiste,
E por mais que tente…
Foges.
Apenas me resta o contentamento
De te pensar
De te sentir
De te lembrar
De te querer.
Nada do que quero já é
E acordo na plenitude de uma manhã,
Fresca, limpa e negra…na tua ausência.
De ti.
Hino ao divino
Ante a minha morte, bradem os céus
Fiquem os deuses roucos!
Pois perante estes mortais loucos
Sou aqui eu.
Fiquem os deuses roucos!
Pois perante estes mortais loucos
Sou aqui eu.
Para que momento vivo,
Para que dura esta vida inútil
Tão inconsciente e mentirosa,
De nada quero perturbar o futuro,
Próximo e incerto, inerente e indisciplinado.
Sou feliz sim, não lúcido do extremo
Para que me encontro (ou procuro?)
E vivo só, macambúzio
Alegre e triste, apaixonado e descrente,
Apenas sabendo que,
Vivendo, sou.
Para que dura esta vida inútil
Tão inconsciente e mentirosa,
De nada quero perturbar o futuro,
Próximo e incerto, inerente e indisciplinado.
Sou feliz sim, não lúcido do extremo
Para que me encontro (ou procuro?)
E vivo só, macambúzio
Alegre e triste, apaixonado e descrente,
Apenas sabendo que,
Vivendo, sou.
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