Friday, April 15, 2005

Não fosses tu o meu reflexo
Era eu o obsoleto
Um vazio de nada
Contido num ser,
Que de tudo existe e para tudo é.
O sol nascente de novos ideais
Relampeja qual trovão enraivecido.
E eu apavorado,
Consciencializo-me que partiste,
E por mais que tente…
Foges.
Apenas me resta o contentamento
De te pensar
De te sentir
De te lembrar
De te querer.
Nada do que quero já é
E acordo na plenitude de uma manhã,
Fresca, limpa e negra…na tua ausência.
De ti.

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