Fermenta o sangue nas veias ácido e quente,
Rompendo com os doces olhares distantes.
Há o curvilíneo dos corpos que impera fermente,
Tortura no desejo para os sentidos anelantes.
Debate-se a alma leda num êxtase de opiário,
Combatendo a adrenalina da sinestesia.
Lança-se o corpo num acelerado compasso ternário,
Tacteando lento cada canto da anatomia.
Possuídos da embriaguez, torturados,
Dilacera a alma num único verso de tentação,
Percorre acorrentada, todos os sete pecados.
Chegando-se a tocar numa onírica ilusão,
O pensamento revela-se no rosto em cristal
Cegando o desejo perdido na noite triunfal.
Wednesday, June 15, 2005
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