Perdição. Medo de um dia poder dizer-te que exageradamente preciso de ti. Aqui. Sempre presente.
Se de cada vez que começasse a escrever, eu soubesse que tu me darias inspiração, então sim... esperaria. Mas morreu a minha perdição. Tornou-se fugidia assim como a minha capacidade leprosa de transcrever o que me ia ( ou vai ) na mente. Foi como um se dedo a dedo, linha a linha, aos poucos a escrita se tornasse deplorável, miserável e transtornante. Ao ponto de me questionar sobre a sua mesma existência. Facilmente perdi-me na minha própria não-escrita, ao ponto de por em causa o porquê da sua continuação. Tinha medo quando olhava para ela, e não conseguia atingir em claro o que o meu cérebro tinha imaginado. Raivosamente fustigava a minha visão para poder espremer dali qualquer coisa que para mim tivesse significado.
Às tantas acho que desisti. " P'ró diabo com isto." Escrevo sem saber se o plausivel é a minha meta. Sem saber se a escrita é o método ou pelo menos uma forma de frustração permanente por não saber. Não me vou proibir. Apenas quero saber se vou aguentar o tempo suficiente para poder um dia dizer que "percebi".
Conclusão? Não há nem nunca houve. Interessa? Talvez um dia olhe para trás e consiga ver as asneiras, e o que de melhor se passou. Não sei (...)
("O dia em que a minha loucura te tornou pessoa. Amo-te.")
N.L.
Tuesday, January 16, 2007
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3 comments:
Um método ou meta... hum.
Nice
:) *
O dia em que tu mataste aquilo que te parava. Parece-me que seja isto, aquele suposto bloqueio pelo qual todos passamos e que, mais tarde ou mais cedo, encontramos a sua base e cortamos as raizes. A criação de algo novo após o final de uma etapa. Chegaste a uma meta, mas, como seria de esperar, surgiu-te outra. Com o tempo, mais outra te tentará passar e, com o tempo, lhe dirás "Pró diabo!". E assim continuamos todos, não achas?
Só espero que isto faça sentido.
Eu tenho a comentar que isto tem poucos comments por isso eu comento... que tás cada vez pior...
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